Casal de Campinas comemora volta por cima no réveillon de Copacabana


RIO —  O casal Denilson Ramos e Karina Ribeiro veio de Campinas, em São Paulo, para curtir a virada do ano no Rio. Após Karina perder a prima mais nova vítima de Covid-19, o casal deu a volta por cima e está esperando um bebê. Denilson também conseguiu mudar para um emprego melhor.

— Muitas pessoas perderam seus entes queridos, e não foi diferente na nossa família. Mas Deus nos abençoou este ano com o Gael, que está de seis meses. E, em plena pandemia, consegui me reerguer e mudar para um emprego melhor, o que é muito difícil. No fim das contas, não temos do que reclamar. Ano que vem promete ser melhor ainda — prevê o programador, otimista.

A noite de réveillon em Copacabana começou bem mais tranquila do que em anos anteriores à pandemia. No calçadão, a movimentação era pequena no começo da noite, sem a típica aglomeração da noite de virada.Pela orla, os quiosques que farão festa iniciaram os eventos de forma tímida, com poucos convidados, e famílias caminhavam tranquilamente pela orla.

O público começou a aumentar mais tarde, com muitas pessoas chegando vestindo de branco. Também chamava a atenção navios de cruzeiros ancorados entre o Leme e Copacabana, trazendo turistas para acompanhar o show pirotécnico do mar.

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Moradora de São Paulo, a gerente de marketing Cyntia Pietrobon escolheu o Leme para passar a virada de ano com a família. Hospedados no hotel Windsor, ela foi caminhar no calçadão no início da noite com a filha de 11 anos e disse que a tranquilidade da orla se reflete na sua hospedagem.

— Estou achando o movimento bem tranquilo.  Até no hotel estão com metade da capacidade. É uma nova maneira de lidar com eventos. É a primeira vez que viajamos para outro estado depois da pandemia e para o ano que chega espero que a gente se mantenha com bastante saúde para aproveitar os momentos —  disse.

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Tais e amigos: orla ainda vazia Foto: Livia Neder
Tais e amigos: orla ainda vazia Foto: Livia Neder

Moradora de Copacabana a advogada Taís Brandão costuma passar todas as viradas na praia e diz que nunca viu o calçadão tão tranquilo em um réveillon, a não ser no ano passado, que a festa foi cancelada. Integrante do bloco Spanta Neném, ela se reuniu na praia com os amigos também instrumentistas para esperar 2022.

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—  Nunca vi o Leme tão vazio, nem em dia normal de praia. Acredito que a galera que mora vai descer mais tarde, mas está muito diferente dos outros anos. Temos esse grupo de amigos formados no carnaval que levamos para a vida. Esse ano achamos que o bloco não vai pra rua, mas já estamos tocando em eventos fechados. Mais tarde chegam mais integrantes e quem sabe a gente não busca uns instrumentos em casa para fazer uma folia e animar essa virada — brincou.

Muito axé

"A minha maior superação nesse ano turbulento foi atravessá-lo com a minha mãe de 73 anos com saúde", diz o pai de santo Sérgio Francisco Foto: Giovanni Mourão / Agência O Globo
“A minha maior superação nesse ano turbulento foi atravessá-lo com a minha mãe de 73 anos com saúde”, diz o pai de santo Sérgio Francisco Foto: Giovanni Mourão / Agência O Globo

Algumas figuras carimbadas do réveillon do bairro estão desde cedo marcando ponto para esperar 2022 chegar, como o pai de santo Sérgio Francisco da Silva.Todo dia 31 de dezembro, há mais de uma década, o morador de Copacabana monta sua banca de jogo de cartas e búzios na esquina da Rua Belford Roxo com a Avenida Nossa Senhora de Copacabana.

— A minha maior superação nesse ano turbulento foi atravessá-lo com a minha mãe de 73 anos com saúde, sem pegar Covid, que era o meu maior medo. Saber que estou aqui, colocando minha banca na rua mais uma vez, já é um grande motivo de agradecer a Deus. Estamos vivos. Tem presente melhor?  Que 2022 seja um ano de fartura e muito axé — desejou.

Acesso restrito

Com movimentação tranquila de carros e sem registros de engarrafamentos na Avenida Princesa Isabel, o acesso a Copacabana está restrito a moradores, hóspedes e trabalhadores, mediante comprovação, até 22h, quando o trânsito será bloqueado e o túnel fechado.

Já na Praia de Botafogo, o trânsito está lento. Muitas pessoas estão deixando os carros de aplicativo e táxis em seguindo a pé para Copacabana.



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