Em suas previsões para 2022, Financial Times aposta na derrota de Bolsonaro


Em suas previsões para 2022, o jornal britânico “Financial Times”, uma das publicações econômicas mais conhecidas no mundo, aposta na derrota de Jair Bolsonaro nas eleições do ano que vem. Os colunistas também preveem que a extrema direita não sairá vencedora na França, e que nem a Rússia invadirá Ucrânia, nem China Taiwan. Nos EUA, o Partido Democrata, do presidente americano, Joe Biden, perderá o controle do Congresso americano em novembro, de acordo com o jornal.

Confira algumas das previsões:

No Brasil, o jornal acredita que, apesar das bravatas, o ex-capitão do Exército, de extrema direita, terá um fim bem mais prosaico. A inflação alta e uma economia estagnada darão vantagem ao ex-presidente Lula, favorito para vencer por ampla margem.

Na França, a extrema direita também não sairá vitoriosa, salvo reviravoltas inesperadas. Éric Zemmour, o polemista admirador de Donald Trump dividirá o voto com Marine Le Pen, que pode não chegar ao segundo turno. Mesmo em segundo turno, ela ou Zemmour provavelmente enfrentariam o presidente Emmanuel Macron, que atrairia os eleitores convencionais. A má notícia para Macron, no entanto, é que ele provavelmente venceria por uma margem menor do que em 2017.

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Nas previsões, o jornal também não aposta numa invasão russa na Ucrânia, apesar da escalada do presidente russo Vladimir Putin. Segundo os analistas, Putin pode alcançar muitos de seus objetivos sem isso: desestabilizar a Ucrânia, dissuadir os aliados de Kiev de fornecer ajuda militar, intimidar a Otan e forçar mais concessões nas negociações para encerrar os combates no Donbass.

A China, por sua vez, também não deve invadir Taiwan, pelo menos não em 2022, apesar da escalada dos exercícios militares da China perto de Taiwan, que fica a cerca de 161 km da costa do continente.

Para o jornal, um ataque a Taiwan representaria o risco de suicídio econômico para a China, já que os EUA provavelmente imporiam sanções severas.

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Nos EUA, o jornal acredita que os democratas perderão a Câmara dos Representantes e o Senado. As eleições de meio de mandato são, normalmente um revés para o partido que controla a Casa Branca, mas 2022 será mais parecido com o “baque” que os democratas de Barack Obama receberam em 2010.

Além dos baixos índices de aprovação do presidente Joe Biden, os republicanos têm a seu favor o gerrymandering, facilita a manipulação dos distritos eleitorais nos estados que governam.



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