Quatro pessoas são esfaqueadas na noite de réveillon em Copacabana; duas estão em estado grave


RIO — Quatro pessoas que estavam em Copacabana na noite de réveillon foram esfaqueadas, segundo a prefeitura do Rio. Duas estão em estado grave. Uma delas foi levada para o Hospital Souza Aguiar, no Centro, e a outra para o Hospital Miguel Couto, na Gávea. Segundo a Secretaria municipal de Saúde, os dois pacientes graves chegaram aos postos de atendimento da orla por volta da meia-noite. Os outros dois tiveram ferimentos leves e foram liberados.

Das quatro pessoas esfaqueadas, até o momento só há informações do que ocorreu com duas delas. Uma das vítimas foi um jovem ferido após reagir ao defender sua mãe, que havia sido roubada. Com corte leves, ele recusou atendimento.

Outra vítima foi uma colombiana que foi esfaqueada após criminosos a roubarem. A mulher foi alvo de bandidos que faziam um arrastão na praia.

Denúncias de furtos

A Guarda Municipal já havia detido, até as 20h30 da noite do réveillon, ao menos 10 suspeitos acusados de furtos e roubos na orla de Copacabana. Segundo a prefeitura, a grande maioria dos envolvidos nos crimes é de menores de idade. Todos foram levados para a 12ª DP (Copacabana).

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O comandante da Guarda Municipal, o inspetor-geral José Ricardo Soares da Silva pediu que quem for a Copacaba tome cuidado e evite expor celulares e carteiras.

— Pedimos que a população tome cuidado com os pertences. Que não venham com nada exposto, porque existem furtos e roubos — disse o inspetor.

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Os agentes coibiram tentativas de furto, apreenderam mercadorias e determinou que um quiosque que fica perto da Rua República do Peru retirasse um cercadinho na areia.

— Um quiosque tentou ocupar a faixa areia e fizemos com que eles retirassem as grades, já que não são permitidos cercadinhos — disse Silva.

Câmeras na segurança

Uma estrutura com 20 câmeras foi montada na Rua República do Peru. No local, agentes da PM, da GM e da CET-Rio monitoram em 360 graus tudo que acontece entre o Leme e Copacabana. Foi nesse local que o EXTRA flagrou o momento em que um adolescente, com gorro de papai noel, furtou uma mulher. O adolescente, que estava acompanhado de outros dois meninos, foi levado para o destacamento da DPCA, baseado na Delegacia do Idoso, em Copacabana.

— Ajudamos a encontrá-los com a ajuda dessas câmeras — conta Rubens Ribeiro, responsável pela empresa de monitoramento das câmeras.

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E ele conta como funciona o espaço de vigilância:

— Essa estrutura começou a ser montada no dia 27 de dezembro. Ao todo, montamos 20 câmeras de alta resolução com alcance de até 100 metros de zoom. Temos aqui a PM, a GM, um operador da CET-Rio. Nesse ano está muito tranquilo, porque a gente consegue chegar o máximo possível de um possível roubo e alertar a PM ou a GM. Essas câmeras vão do Leme a Copacabana.

O policiamento e o patrulhamento está reforçado em várias ruas de Copacabana e Ipanema. Em praticamente todas as ruas de ambos os bairros há viaturas da PM e da Guarda. Entanto isso, no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) a Polícia Militar monitora os 160 militares que usam câmeras durante a festa que acontece em toda a orla de Copacabana.

Segundo a PM, o “papai noel” participava de um arrastão e conseguiu roubar pertences de pelo menos cinco pessoas. Na central de monitoramento é possível notar grupos grandes de pessoas que estão praticando roubos na praia. Para despistar, os criminosos usam mais de uma camisa para não serem pegos.

Furtado por adolescentes

Enquanto caminhava pela orla com três amigos, o estudante Renan Prado, de 21 anos, relatou ter sido furtado por uma gangue de adolescentes que passava na altura do Copacabana Palace.

— A gente passou por um grupo de mais de dez adolescentes, que nos cercaram e empurraram. Foi tudo muito rápido. Botei a mão no bolso e vi que minha carteira não estava mais lá. Além dos documentos e de R$ 180, perdi o clima para o Ano Novo — lamentou o morador de Botafogo.

Por pouco, um de seus colegas também não perdeu os pertences. Foi o caso de João Gabriel Fernandes:

— Alguém puxou meu cordão, mas eu consegui segurar e não levaram, só que ele arrebentou.

Moradora de Petrópolis, a funcionária pública Márcia Roberta Pereira, de 37 anos, veio com o filho Miguel Pereira Campos Filipe, de 7 anos, para ver os fogos em Copacabana. A mulher se disse assustada.

— Estou assustada com a quantidade de roubos. Acabei de presenciar um roubo na minha frente. Muitos deles menores, do tamanho do meu filho de sete anos. Mesmo com essa quantidade de polícia, esses crimes todos. É assustador e impressionante a cara de pau das pessoas que estão assaltando — disse.

Por volta de 23h, o secretário municipal de Ordem Pública Breno Carnevalle, acompanhado de uma equipe de guardas municipais, monitorava o ponto da orla em frente a Rua Fernando Mendes. Ele avalia que a proposta da prefeitura, de fazer as pessoas assistirem a queima de fogos perto de suas casas, deu certo, evitando aglomerações em Copacabana.

— A organização vem das fiscalizações dos fretados e dos bloqueios feitos nas entradas do bairro. Preventivamente, notificamos alguns quiosques que estavam fazendo cercadinhos e, com a advertência, eles se ajustaram. Também apreendemos grades que estavam sendo montadas para eventos clandestinos, além de mercadorias irregulares. Acabamos de conduzir para a delegacia quatro pessoas com cordões e materiais que são, possivelmente, oriundos de furtos — disse o secretário.

Segundo ele, apesar do público menor do que os outros anos, a pasta está trabalhando com um efetivo para receber um réveillon tradicional em Copacabana.

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A 12ª DP (Copacabana) informou que até às 21h30 três registros de ocorrência envolvendo roubos e furtos foram registros na unidade. A distrital disse ainda que alguns menores foram levados para o local, verificados e não havia nada contra eles. Alguns casos de roubos, envolvendo turistas, foram levados para a Delegacia de Atendimento ao Turista (Deat). Durante a noite, a 13º DP (Ipanema) também atuará como Central de Flagrante.

A prefeitura do Rio também desmobilizou nesta sexta-feira dois eventos irregulares que estavam sendo preparados nas areias da praia do Arpoador e em Copacabana. Na primeira os agentes da secretaria de Ordem Pública (Seop) encontraram uma área com madeiras estocadas na areia, caixas de som e 2.578 bebidas, descartáveis e alimentos.

Já em Copacabana, guardas municipais impediram um evento na altura do Posto 5. No local, os agentes flagraram uma grande estrutura com mesas, cadeiras, caixas de som e equipamentos para um show. O equipamento também foi apreendido.



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